Sistemas Operativos Distribuídos

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Em sistemas distribuídos, cada componente da rede também possui seu próprio SO, memória, processador e dispositivos. O que define um sistema distribuído é a existência de um relacionamento mais forte entre os seus componentes, onde geralmente os Sistema Operativos são os mesmos. Para o utilizador e suas aplicações, é como se não existisse uma rede de computadores, mas sim um único sistema centralizado. A grande vantagem desses sistemas é a possibilidade do balanceamento de carga, ou seja, quando um programa é admitido para execução, a carga de processamento de cada sistema é avaliada e o processador mais livre é escolhido. Depois de aceito para processamento, o programa é executado no mesmo processador até a sua finalização. Também é possível a partilha de impressoras, discos e fitas, independentemente do sistema em que a aplicação esteja sendo processada. Este tipo de sistema distribuído é muitas vezes chamado de cluster.

Suponha, por exemplo, uma configuração com dois computadores formando um cluster. Qualquer utilizador conectado ao cluster poderá ter acesso aos dispositivos partilhados, que permitem a ele imprimir uma listagem ou copiar um directório. Nesse tipo de configuração, se um dos sistemas falhar, o acesso aos dispositivos não será interrompido.

Os sistemas distribuídos podem ser considerados como uma evolução dos sistemas fortemente acoplados, onde uma aplicação pode ser executada por qualquer processador. Os sistemas distribuídos permitem que uma aplicação seja dividida em diferentes partes (aplicações distribuídas), que se comunicam através de linhas de comunicação, que pode cada parte ser processada em um sistema independente.

Uma grande vantagem da implementação de aplicações distribuídas é a capacidade de redundância do sistema. Como as aplicações estão distribuídas por diversos sistemas, caso ocorra algum problema com um dos componentes é possível que um deles assuma o papel do sistema defeituoso. Em aplicações de missão crítica, como o controlo de tráfego aéreo, existem sistemas especialmente desenvolvidos para essa finalidade, conhecidos como sistemas de tolerância a falhas.

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